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Otorrino alerta sobre riscos das hastes flexíveis

Especialista da ABORL-CCF enfatiza que a prática de limpar os ouvidos dessa forma é contraindicada e oferece riscos à saúde

29/08/2025 às 12h43
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de Freepik
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Usado com frequência por muitas pessoas como parte da higiene diária, a haste flexível pode causar mais mal do que bem quando inserida no canal auditivo. Embora pareça inofensivo, o hábito de “limpar” os ouvidos dessa forma pode resultar em lesões, infecções e até na perda auditiva. 

“O ouvido é um órgão autolimpante. Isso significa que ele tem mecanismos naturais para expelir o excesso de cera. O uso das hastes flexíveis, especialmente dentro do canal auditivo, além de desnecessário, pode empurrar a cera ainda mais para dentro, formando tampões e prejudicando a audição”, explica o Dr. Fernando Balsalobre, médico otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). 

Segundo o especialista, a cera, ou cerúmen, é uma substância produzida naturalmente para proteger o ouvido de poeira, bactérias e outros agentes externos. Retirá-la de forma agressiva ou frequente pode comprometer essa barreira de proteção. 

Além do risco de empurrar a cera, o uso do material também pode causar lesões no canal auditivo e até perfurar o tímpano. “São comuns casos de pessoas que, ao tentarem remover o cerúmen, acabaram machucando o ouvido. Algumas evoluem com infecções e, em situações mais graves, com perda auditiva temporária ou permanente”, alerta o especialista. 

Então, como higienizar os ouvidos corretamente?

A recomendação é limpar apenas a parte externa da orelha com uma toalha úmida ou com a própria haste, mas sem introduzi-la no canal auditivo. Em caso de excesso de cera ou desconforto, o ideal é procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação segura. 

“Orientar a população sobre esse cuidado simples pode evitar muitos problemas de saúde auditiva. O ideal é abandonar o hábito de usar haste flexível dentro do ouvido e, se houver sintomas como coceira, sensação de ouvido tampado ou dor, buscar avaliação médica”, finaliza o especialista.

Sobre a ABORL-CCF

Com mais de 70 anos de atuação entre Federação, Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Departamento de Otorrinolaringologia da Associação Médica Brasileira (AMB), promove o desenvolvimento da especialidade por meio de seus cursos, congressos, projetos de educação médica e intercâmbios científicos entre outras entidades nacionais e internacionais. Busca também a defesa da especialidade e luta por melhores formas para uma remuneração justa em prol dos mais de 8.500 otorrinolaringologistas em todo o país.

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